sábado, 11 de fevereiro de 2023

Planos de saúde terão que cobrir remédio mais caro do mundo, determina ANS

Zolgensma é usado no tratamento de AME (atrofia muscular espinhal) e pode custar até R$ 6,5 milhões




 

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) aprovou na segunda-feira (6) a inclusão do onasemnogeno abeparvoveque (Zolgensma), um dos remédios mais caros do mundo — tem preço máximo de venda de R$ 6,5 milhões no Brasil —, contra a AME (atrofia muscular espinhal), no rol de coberturas obrigatórias dos planos de saúde. Segundo a ANS, essa é a primeira terapia avançada a integrar a lista.

A matéria passa a valer quando for publicada no Diário Oficial da União. Em dezembro, a Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), responsável por assessorar o Ministério da Saúde na incorporação de tecnologias em saúde no SUS, deu parecer favorável ao uso do medicamento no sistema público de saúde.

A Conitec indicou a disponibilização do Zolgensma para tratar pacientes pediátricos com até 6 meses com AME tipo 1, que estejam fora de ventilação mecânica invasiva acima de 16 horas por dia.

Segundo a Conitec, a AME é uma desordem genética rara caracterizada pela "degeneração de neurônios motores na medula espinhal e no tronco encefálico, o que resulta em fraqueza muscular progressiva e atrofia".

De acordo com a idade de início da doença, as habilidades motoras alcançadas e o tempo de vida, os pacientes são classificados em tipo 1 (nunca sentam), 2 (nunca caminham sem ajuda) ou 3 (alcançam habilidades de marcha independente).

A AME tipo 1, em geral, aparece antes dos 6 meses e é a forma mais grave da doença. A criança raramente ultrapassa os primeiros anos de vida se a ventilação invasiva não for implementada, segundo a comissão.

Na mesma reunião, a ANS também decidiu pela inclusão de três outras terapias ao rol. São elas: dupilumabe (tratamento de pacientes adultos com dermatite atópica grave), zanubrutinibe (tratamento de pacientes adultos com linfoma de células do manto) e romosozumabe (tratamento de mulheres com osteoporose na pós-menopausa, a partir dos 70 anos).

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Usuários da Medical Health temem ficar sem atendimento no Grande ABC

 

Unidade de Mauá está fechada em razão das dificuldades (Foto: Reprodução)
Operadora de planos de saúde com sede em Santo André passa por uma crise financeira; pelo menos 200 funcionários já foram demitidos

A crise da operadora de planos de saúde Medical Health - com sede em Santo André - colocou em alerta os mais de oito mil usuários, que temem uma possível interrupção dos serviços no Grande ABC. A preocupação existe, pois alguns pacientes já relatam que ainda aguardam liberação de exames e cirurgias. Para especialistas em Direito Médico, a possibilidade das pessoas ficarem sem atendimento é remota porque outra empresa pode assumir essa carteira de clientes em caso de dificuldade financeira, mediante intervenção da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

Exemplo desse temor é o caso de um professor, que espera desde março a liberação de uma cirurgia para a retirada de vesícula. Ele relatou que já passou por uma consulta na unidade da Medical Health na Rua Siqueira Campos, em Santo André. "Cada hora é uma desculpa, não tem atendimento, não tem mais hospital na região, e o pior é que ninguém mais atende”, contou o professor, que pediu anonimato. Ele já fez uma reclamação no Procon.

Em entrevista ao Diário, a advogada da Medical Health, Ana Lia Rodrigues de Souza, a empresa tem feito a normalização de pagamento dos prestadores de serviço. Além disso, a operadora busca outros parceiros para manter os serviços. “Pagamos os débitos e vamos honrar com as nossas obrigações”, reforçou. Ao Diário, a advogada justificou que a crise ocorre em razão da perda de contratos com as prefeituras de São Caetano e Mauá.

O advogado José Santana Júnior, especializado em Direito Médico e sócio do escritório Mariano Santana, orientou os usuários prejudicados a fazer a denúncia na ANS como primeiro passo. “A partir daí, a agência tomará as providências. Caso a operadora não tenha condições, vai definir a venda ou o leilão da carteira de clientes para uma outra empresa. A portabilidade assim acontece, sem carência para os usuários dos planos de saúde.”


terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Brasil tem maior número de usuários de planos de saúde em 8 anos, diz ANS

 Em dezembro, foram quase 50,5 milhões de clientes; planos odontológicos contam com quase 31 milhões de beneficiários


Na comparação com dezembro de 2021, houve crescimento de 1.590.912 de beneficiários Getty Images 

Talita Amaral e Iara Maggioni da CNN Brasil

O Brasil atingiu 50.493.061 de usuários de planos de saúde em dezembro do ano passado. É o maior número desde dezembro de 2014.

Na comparação com dezembro de 2021, houve crescimento de 1.590.912 de beneficiários. Já na comparação novembro/dezembro de 2022, aumento de 239.466 clientes.

Os números são da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O levantamento mostra que houve aumento de usuários em todos os estados brasileiros, mas o destaque fica com São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que tiveram maior ganho de beneficiários em números absolutos.

O recorte por faixa etária aponta que o maior crescimento foi de usuários entre 40 e 44 anos, seguido pela faixa etária dos 45 aos 49 anos.

Os planos de saúde odontológicos também tiveram resultados expressivos. Segundo a ANS, hoje, no Brasil, são 30.950.314 usuários desse segmento. O número representa superação do recorde histórico pela 11ª vez no ano (de fevereiro a dezembro).

Em 12 meses, houve aumento de 2.057.899 beneficiários. Na comparação novembro/dezembro de 2022, crescimento de 151.721 clientes.

Também houve acréscimo de contratações em todos os estados brasileiros. Assim como os planos de saúde padrão, no segmento odontologia o destaque também ficou com os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que são os estados mais populosos do país.

A faixa etária com maior crescimento em planos odontológicos foi dos 30 aos 34 anos. Em segundo lugar, vêm os bebês com até um ano de idade.

sábado, 21 de janeiro de 2023

Janeiro Branco: A vida pede equilíbrio

 ANS alerta sobre o cuidado com a saúde mental




Diversos são os fatores que contribuem para o adoecimento psíquico da população. O cuidado com a saúde mental deve acontecer ao longo do curso da vida, em todas as faixas etárias. Com os novos formatos de trabalho, os avanços tecnológicos e a ampliação da comunicação, a fronteira entre a vida pessoal e profissional ficou também mais diluída. Nesse contexto, o movimento Janeiro Branco sobre saúde mental, deste ano, traz como tema "A vida pede equilíbrio".

Estudos anteriores a pandemia da Covid-19 já apontavam que as doenças mentais eram cada vez mais frequentes e indicavam a necessidade de investir no cuidado em saúde mental, na prevenção e no tratamento. Por isso, desde 2004, a ANS incentiva as operadoras de planos de saúde a desenvolverem programas de promoção da saúde e prevenção de riscos de doenças (Promoprev) voltados para os cuidados em Saúde Mental. Hoje dos 1.226 dos programas de Promoprev , 149 tratam de saúde mental.   Com a pandemia de Covid-19 e, consequentemente, a mudança de hábitos de vida com o isolamento imposto, a gravidade da doença e as perdas de entes queridos só agravaram o cenário da saúde mental no Brasil.

Segundo dados do Mapa Assistencial da Saúde Suplementar, em 2021 foram registradas 221.486 internações psiquiátricas, o que corresponde a 2,87% das internações do ano. Quanto às sessões de psicoterapia individuais, no mesmo ano elas somaram mais de 4,7 milhões em todo o Brasil, sendo que só o estado de São Paulo concentra mais de 3,1 milhões deste total.

Burnout

Um transtorno passou a ser mais frequente diante das características do modo de vida da sociedade contemporânea, especialmente a urbana: a Síndrome de Burnout. Também chamada síndrome do esgotamento físico e psicológico no ambiente profissional, ela é uma síndrome concebida como resultante do estresse crônico no contexto laboral que não foi efetivamente administrado. Ou seja, o Burnout – que em inglês quer dizer ‘esgotamento’ – é resultante da relação do sujeito com o seu meio de trabalho e se desenvolve gradualmente por conta de desequilíbrio, em situações de estresse constante ou prolongado no ambiente profissional.

A OMS define como doença ocupacional os problemas de saúde contraídos pelo trabalhador após ficar exposto a fatores de risco decorrentes da sua atividade laboral, que afetam sua saúde física e mental.

E quais são suas características? O Burnout se desenvolve de forma lenta e progressiva, acumulando sinais e sintomas, que nem sempre aparecem ao mesmo tempo, por isso muitas vezes passam despercebidos. Seus sintomas muitas vezes são semelhantes aos de outras condições de saúde como estresse, fadiga, ansiedade e depressão. Entretanto, é importante ressaltar que Burnout e estresse, por exemplo, não são a mesma coisa e podem ser confundidos. Estresse é uma reação fisiológica automática do corpo a circunstâncias que exigem ajustes comportamentais e grande esforço emocional e pode estar relacionada a qualquer esfera da vida. Depois da situação estressante e de descansar, a pessoa retorna ao equilíbrio.

É importante ressaltar que todo diagnóstico deve ser realizado por um profissional de saúde mental (psicólogo ou psiquiatra), quem poderá melhor orientar formas de tratamento, conforme cada caso particular. O beneficiário do plano de saúde, que já contava com consultas com psiquiatras e psicólogos, teve, em 2022, mais uma importante conquista quando a ANS aprovou  o fim da limitação do número de consultas e sessões com psicólogos.

Saúde mental e Atenção Primária

A ANS também instituiu em 2018 e atualizou em 2022 o programa de Certificação em Boas Práticas em Atenção Primária à Saúde (APS), que estimula os profissionais a reconhecerem demandas de saúde mental e a intervirem em caso de queixas oriundas dos pacientes que chegam aos serviços de saúde.

No mesmo ano foi realizado pela agência o Webinário “A Atenção Primária à Saúde e o Projeto Cuidado Integral na Saúde Suplementar”, que contou com a mesa “O cuidado da saúde mental na APS (Atenção Primária à Saúde)”. Acesse aqui o evento.

Campanha Janeiro Branco

Criada pelo psicólogo e palestrante mineiro Leonardo Abrahão, a campanha Janeiro Branco acontece desde 2014 para estimular a sociedade a debater a importância da saúde mental nas relações humanas.  

Para saber mais sobre o Janeiro Branco ou aderir ao movimento, acesse o site oficial da Campanha.


sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Plano de saúde é selo ouro da ANS com quase 300 mil beneficiários

Presente em mais de 70 municípios capixabas, a Samp é a maior operadora de medicina de grupo do Espírito Santo


A Samp tem clínica própria no Life Vix Mall, na avenida Leitão da Silva, umas das principais de Vitória. (Samp/ Divulgação)
 

Há mais de 30 anos, a Samp é referência em saúde suplementar no Espírito Santo. A história da empresa, capixaba de coração, começou em São Paulo, no final da década de 1980, mas a atuação no Espírito Santo veio logo depois, em 1991, com uma ascensão meteórica. Bastaram dois anos em território capixaba para que a Samp conquistasse 14 mil clientes, número que cresceu ano após ano e hoje soma quase 300 mil beneficiários.

Com uma rede de atendimento que inclui mais de 1.500 prestadores credenciados, presente em mais de 70 municípios capixabas, a Samp Assistência Médica é a maior operadora de medicina de grupo do Espírito Santo e a primeira no Estado a receber o selo ouro, nível máximo na certificação de qualidade da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A empresa conta com seis clínicas próprias em Vitória, Serra, Vila Velha, Cariacica, Aracruz e Cachoeiro de Itapemirim.

"Oferecer um atendimento de qualidade, focado no acolhimento e na promoção da saúde de seus beneficiários é o compromisso da Samp"

Fernando de Souza Aguiar
Diretor Comercial e de Marketing da Samp

Localizado no Life Vix Mall, na avenida Leitão da Silva, umas das principais de Vitória, o espaço conta com clínica eletiva própria, clínica de assistência oncológica (Oncomédica), pronto-atendimento (Vitória Apart Hospital), clínica exclusiva para a saúde da mulher (Espaço Mulher) e atendimento pediátrico.

Os clientes da Samp também contam com uma extensa lista de especialidades contempladas pelo serviço de telemedicina, onde não há cobrança de coparticipação. O acesso às consultas, solicitação de exames e outros serviços é feito pelo aplicativo da operadora. Além das consultas emergenciais no Pronto-Socorro Virtual 24 horas, são oferecidas ainda mais de 40 especialidades para consultas eletivas que podem ser realizadas, inclusive, nos finais de semana.

“Essa foi uma demanda que surgiu durante a pandemia, mas que continua crescendo.

Entramos com a telemedicina para que estivéssemos presentes em todo o Estado de uma forma mais rápida e segura. Os benefícios são muitos, e atendem tanto ao beneficiário quanto ao médico. Oferecemos uma gama maior de especialistas sem precisar de uma grande infraestrutura ou que o usuário se desloque de sua casa, diminuindo a distância entre paciente e médico”, explica Fernando de Souza Aguiar.
 Fernando de Souza Aguiar,  diretor Comercial e de Marketing da Samp


DNA Empresarial

Com DNA empresarial, a Samp tem opções de planos de saúde para empresas e também para microempreendedores. O MEI agora pode ter um plano de saúde empresarial, a partir de uma vida, com cobertura para exames, consultas, procedimentos, internações, cirurgia e parto, além de atendimento de urgência e emergência. As opções vão desde o atendimento exclusivo na rede própria até planos com cobertura estadual e nacional.

“A partir de R$ 124,90 você tem acesso a um plano empresarial completo, com atendimento hospitalar no melhor hospital do Espírito Santo, que é o Vitória Apart Hospital. Temos muitas empresas que precisam de plano de saúde no Estado, e a nossa intenção é sempre trabalhar com a qualidade de vida do nosso beneficiário. Queremos contribuir com a promoção de saúde e o bem-estar nas empresas para que o colaborador possa trabalhar mais feliz, com maior controle do absenteísmo e aumento da produtividade. O plano de saúde empresarial é o nosso DNA”, afirma.

A Samp hoje integra a maior rede de operação de planos de saúde em território capixaba, a Athena Saúde. A operadora planeja continuar a crescer em 2023 e vai priorizar a qualidade dos serviços prestados no Espírito Santo. A meta é ser referência em plano empresarial no Estado.

O planejamento para o próximo ano é um crescimento de 12% nas receitas da operadora, além de um aumento 10% acima do mercado para o número de vidas atendidas.

“Queremos fidelizar o cliente pela qualidade dos serviços prestados. Hoje, no Espírito Santo, a Samp possui quase 300 mil beneficiários em sua rede e acreditamos que em 2023 cresceremos ainda mais”, conclui.

Fonte: A Gazeta

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

ANS vai certificar planos de saúde que buscam reduzir cesáreas desnecessárias

 

O Manual de Certificação de Boas Práticas em Parto Adequado, que define os critérios para o reconhecimento, já passou por consulta pública



A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vai lançar neste ano uma certificação para reconhecer planos de saúde que promovam o parto adequado e combatam o alto índice de cesarianas desnecessárias na rede privada de saúde. 

O Manual de Certificação de Boas Práticas em Parto Adequado, que define os critérios para o reconhecimento, já passou por consulta pública.

A certificação é um dos resultados do Movimento Parto Adequado, iniciativa da ANS em parceria com o Institute for Healthcare Improvement (IHI) dos Estados Unidos e o Hospital Israelita Albert Einstein. O projeto foi iniciado em 2015 com o objetivo de engajar operadoras de saúde e hospitais na adoção de modelos de assistência que valorizem o parto normal e reduzam o número de cesarianas sem indicação clínica.

O Brasil tem uma das maiores taxas de cesárea do mundo. Em 2021, o índice geral foi de 57%. Se analisados somente os partos feitos na rede privada, o porcentual de cesáreas ultrapassa os 80%. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que a taxa adequada de nascimentos via cesariana seja de 10% a 15%.

Nos oito anos do Movimento Parto Adequado, 125 hospitais e 68 operadoras participaram de ao menos uma das fases do projeto. 

De acordo com Angélica Carvalho, diretora-adjunta de desenvolvimento setorial da ANS, a ideia é que a experiência acumulada no projeto sirva de base para que outras operadoras, participantes ou não do movimento, possam, ao buscarem a certificação, adotar melhores práticas no cuidado à gestante.

"No projeto, fizemos tutorias com os estabelecimentos e operadoras participantes e construímos protocolos. O objetivo da certificação é que todas as operadoras possam consultar esses protocolos e realizar suas atividades independentemente de uma tutoria", afirma.

Ela explica que a busca pela acreditação será voluntária, mas diz esperar que as empresas busquem o selo por ser um importante indicador de qualidade para os clientes. "As empresas que se voluntariarem para a certificação serão verificadas por entidades acreditadoras autorizadas pela ANS. Quem aderir ganhará pontuação no IDSS (Índice de Desempenho da Saúde Suplementar)", afirma Angélica.

De acordo com o manual de certificação, as operadoras serão avaliadas em sete requisitos: planejamento e estruturação técnica, uso e disseminação de práticas baseadas em evidências, interações centradas na mulher e na criança, acompanhamento do ciclo gestacional e puerperal, integração entre operadora e hospital, monitoramento e avaliação da qualidade e modelos inovadores de remuneração baseados em valor.

Em cada um dos sete requisitos, a operadora terá um conjunto de itens essenciais (obrigatórios) para a certificação e outros complementares e de excelência. De acordo com o índice de cumprimento desses itens, a operadora poderá ser certificada em três níveis: básico (nível 3), intermediário (nível 2) e pleno (nível 1).


Os itens essenciais deverão ser respeitados em todos os níveis de certificação. Para a certificação básica, a empresa deverá também atender a 20% dos itens de excelência, entre outros critérios. No nível intermediário de acreditação, será necessário alcançar 50% dos indicadores de excelência e, para a certificação no nível pleno, esse porcentual deverá ser de 80%.

Entre as dezenas de itens que serão checados estão a conduta da operadora nos casos de gestantes que tentam agendar cesariana sem indicação clínica antes das 39 semanas de gravidez, a disponibilização de informações às pacientes sobre o parto normal com base em evidências científicas, a formalização, junto aos hospitais, de protocolos de manejo da dor, e a garantia de ter, em sua rede credenciada, hospitais com equipe mínima de plantão multiprofissional para atenção obstétrica e neonatal.

A certificação terá duração de dois anos e, para sua renovação, as operadoras terão que monitorar três macroindicadores, com metas para cada um deles: ampliar em 6% a proporção de partos vaginais e reduzir, também em 6%, as taxas de mulheres em condições potencialmente ameaçadoras à vida e de admissão de bebês em UTI neonatal.

Se a operadora não atingir essas metas, ela não perderá automaticamente a certificação, mas os indicadores serão usados pela ANS para acompanhamento do desempenho da empresa.

De acordo com Angélica, a agência planeja ampliar, em 2024, o programa de certificação também para hospitais e outros prestadores de serviço da saúde suplementar, como médicos e clínicas. Com isso, será possível saber se uma maternidade ou obstetra segue os requisitos de valorização do parto normal.

Fonte: Folha Vitória

MPF reforça validade de direitos do consumidor na relação com planos de saúde

 

Especialistas confirmam que as normas de proteção ao consumidor devem ser balizadoras de contratos e serviços prestados pelas operadoras


Uma decisão do Ministério Público Federal (MPF) de não aceitar recurso de um plano de saúde que contestava o reembolso a um beneficiário que pagou para colocar próteses, órteses e acessórios, jogou luz sobre a aplicação do Código de Defesa do Consumidor nas relações entre as operadoras e os clientes. O pedido da operadora veio após desdobramentos de Ação Civil Pública, interposta pelo paciente. 

Na ocasião, o subprocurador-geral da República Juliano Baiocchi analisou um pedido para recurso da Golden Cross Assistência Internacional de Saúde, que tentava reverter uma decisão judicial que garantia a um beneficiário a compensação financeira por ter pago por próteses, órteses e acessórios. Na decisão, houve entendimento de que a empresa agiu de forma abusiva ao negar autorização para um procedimento cardíaco em que os ítens que foram comprados seriam colocados. 

Nesse sentido, o subprocurador, ao não aceitar o pedido da empresa, reconheceu a possibilidade de incidência do Código de Defesa do Consumidor nas relações privadas relativas à assistência à saúde, “em especial, nas disposições que vedam a existência de cláusulas abusivas, como é caso dos autos”, frisou o MPF.

Para a diretora Jurídica do Instituto de Defesa do Consumidor e do Contribuinte (IDC), Renata Abalém, o parecer do MPF confirmou, com base em decisões dos tribunais superiores, a obrigatoriedade dos planos em reembolsar os beneficiários que tiveram de pagar por algum procedimento negado pela operadora. Por se tratar de Ação Civil Pública, reforça a advogada, a decisão pode ser utilizada por outros clientes em situação parecida.

“A Ação é de 2003, então todos os consumidores que pagaram por órtese, prótese e acessórios e tiveram os pedidos de reembolso negados, vão ter direito a pegar essa decisão e executar. Ou seja, só cobrar do plano o valor que foi gasto”, detalhou Abalém, que também integra a Comissão de Direito do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB/SP).

Fonte: O Tempo

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Geap, que opera planos de saúde de servidores federais, terá reajuste anual de 9,11% a partir de fevereiro Servidores federais podem aderir a plano de saúde da Geap sem carência

 


 

A Geap Saúde, que opera os serviços de saúde para servidores federais, anunciou que vai aplicar nas mensalidades uma correção de 9,11% em planos com data-base em fevereiro de 2023. O percentual está abaixo do teto determinado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), de 15,5%.

Os planos que sofrerão reajuste representam 86% da carteira da Geap, e estão vinculados a convênio celebrado entre a Geap e a União em 2013. São eles: Geap Saúde I e II, Geap Referência, Geap Essencial, Geap Clássico e Geap Família.

Fonte: Extra

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

ANS suspende a comercialização de 19 planos de saúde após queixas

 

Medida é resultado do Monitoramento da Garantia de Atendimento, que avalia as operadoras a partir das reclamações

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) determinou a suspensão de 19 planos de seis operadoras em razão das reclamações efetuadas no terceiro trimestre. A lista de planos de saúde que terão a venda temporariamente suspensa foi divulgada nesta quinta-feira (15).

A medida faz parte do Monitoramento da Garantia de Atendimento, que acompanha o desempenho do setor e atua na proteção aos consumidores.

A proibição da venda começa a valer no dia 22 de dezembro. Ao todo, 387.894 beneficiários serão afetados com a medida, já que esses planos só poderão voltar a ser comercializados para novos clientes se as operadoras apresentarem melhora no resultado do monitoramento.

Além das suspensões, a ANS também divulga a lista de planos que poderão voltar a ser comercializados. Nesse ciclo, 46 planos de 11 operadoras terão a venda liberada pelo Monitoramento da Garantia de Atendimento.

 

19 planos com comercialização suspensa

46 planos com a comercialização liberada

Informação: R7



terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Hapvida NotreDame Intermédica lança plano de saúde empresarial

 Voltado para empresas a partir de 100 pessoas, incluindo dependentes, o “Nosso Plano Integrado” será aceito em todas as regiões do Brasil

Uma das maiores companhias de saúde do Brasil, a Hapvida NotreDame Intermédica acaba de lançar o primeiro plano de saúde empresarial desde a fusão, em janeiro, entre o Sistema Hapvida e o Grupo NotreDame Intermédica. Voltado para empresas a partir de 100 pessoas, incluindo dependentes, o “Nosso Plano Integrado” será aceito em 20 estados de todas as regiões do país e no Distrito Federal.

O produto contará com programas de medicina preventiva e uma das maiores redes próprias de hospitais, clínicas e laboratórios do Brasil. Seguindo um modelo de negócio verticalizado, o “Nosso Plano Integrado” será oferecido nos moldes com e sem coparticipação, com opções de quarto particular ou enfermaria, obstetrícia e descontos na compra de medicamentos.

“Vamos reunir qualidade em quantidade. Esse é o primeiro plano que lançamos, desde a fusão das duas empresas, cujo o grande diferencial será a integração de toda nossa rede própria, que presta atendimento nas principais cidades, de Norte a Sul do país. Vamos continuar acreditando na transformação do setor e estamos entusiasmados em oferecer um produto diferenciado ao mercado.”

Mario Saddy, diretor-executivo - comercial e produtos da Hapvida NotreDame Intermédica

Em março, a Hapvida NotreDame Intermédica já havia lançado a “Solução Nacional”, pacote de serviços customizados que oferece a empresas opções de atendimento médico-hospitalar nas regiões onde estão instaladas. Agora, o grupo abarca o país inteiro num único plano de saúde.

O “Nosso Plano Integrado” poderá ser utilizado em 87 hospitais, 76 unidades de pronto atendimento, 329 clínicas e 275 unidades de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, totalizando assim 767 pontos de atendimento próprios nos estados do Amazonas, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Ceará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal.

Considerando que todos os funcionários irão aderir ao plano e incluir pelo menos um dependente, o mercado a ser contemplado pelo novo plano de saúde abrange cerca de 96 mil CNPJs de empresas públicas e privadas com mais de 50 funcionários em todo o país. Desse total, o grupo Hapvida NotreDame Intermédica já atende a 18,2 mil CNPJs, conferindo-lhe um market share de 19%.

“O potencial de negócios é vasto e acreditamos que desenvolvemos um serviço que atenderá muito bem às necessidades desse mercado”, afirma Saddy.


Fonte :Metrópoles



Planos de Saúde com Rede Própria;Qualidade e Custo Justo


Os planos de saúde , administrados por operadoras com rede própria , tem se notabilizado atualmente.
São apresentados como solução, para um atendimento de Qualidade e com preço mais justo .
É necessário portanto entender como funciona esse modelo.
O modelo de operadoras de saúde com rede própria , funciona por uma estrutura própria de atendimento , hospitais, clínicas e laboratórios que pertecem a operadora.
Nesse modelo como a operadora é a responsável pelo atendimento, há uma redução de custos, padronização de atendimento , e como a marca está diretamente ligada no atendimento ao usuário, existe padronização no atendimento e uma maior agilidade de se adotar protocolos de agências reguladoras, institutos renomados e a própria OMS ( Organização Mundial da Saúde).
Há porém uma menor abrangência geográfica no atendimento, menos opções de profissionais de saúde, já que só é possível ser atendido por aqueles que estão sobre a cobertura própria da operadora.
Ao avaliar os custos benefícios , podemos chegar a conclusão como clientes se é uma opção interessante ou não.
O que deve ser colocado em análise?
Minha condição financeira , é possível que em um plano com rede própria possa ter com um custo menor , uma cobertura mais completa.
Em minha região a operadora possui rede de atendimento?
O quanto é importante a saúde preventiva?
Essas e outras questões devem ser levadas em consideração , e claro a consulta a profissionais éticos , e preparados ,que podem trazer mais informações , para ajudar na escolha.




Planos de saúde terão que cobrir remédio mais caro do mundo, determina ANS

Zolgensma é usado no tratamento de AME (atrofia muscular espinhal) e pode custar até R$ 6,5 milhões   A ANS (Agência Nacional de Saú...